sábado, 10 de dezembro de 2011

Caldo de Piaba e Convidados - Ingressos à venda na Nobel


Os ingressos para o show Caldo de Piaba e Convidados - Especial 3 anos de Caldo já podem ser adquiridos antecipadamente na Livraria Nobel (Avenida Getúlio Vargas, 613, Centro). Garanta o seu, pois na Usina de Arte os lugares são limitados!

Serviço:
Sexta, 16/12, pontualmente às 21h
Usina de Arte João Donato
Ingressos: 10 reais (estudante paga meia)
à venda na Livraria Nobel!


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Caldo de Piaba e convidados - Especial 3 anos de Caldo

Lá se vão três anos desde a primeira e despretensiosa apresentação do Caldo de Piaba, na Casa de Leitura da Gameleira, e de lá pra cá esse caldo foi incorpando e ganhando tempero. Foi servido em palcos do interior do Acre e Brasil afora, fez muitas parcerias, e agora é hora de celebrar. O grupo promete relembrar um pouco de sua trajetória, com suas composições próprias e releituras de músicas populares. Para isso, convidou uma seleção especialíssima como ingredientes extras desta festa.

Primeiro show da banda, Casa de Leitura da Gameleira, novembro de 2008


Fred Margarido - integrante da formação original da banda, Fred e seus teclados estarão presentes, completando a harmonia e temperando a melodia.
Fred Margarido, Arthur Miúda e Eduardo Di Deus, no Varadouro 2009 - Por Talita Oliveira

Heloy de Castro - este importante compositor acreano, que abre as portas semanalmente do Espaço Cultural Palhukas para novos talentos, relembra com o Caldo a parceria de vários shows no início da banda.
Heloy de Castro, por Talita Oliveira

Lígia Martins - a grande revelação do projeto Piaba no Kombão, a nossa Gaby Amarantos do Acre promete não deixar ninguém parado com sua interpretação de hits dançantes.
Lígia e Miúda a praça em Brasiléia/Projeto Piaba no Kombão - Por Elisson Magalhães


Jorge Cardoso - um dos maiores cantores da música acreana, autor da célebre Lambada do Amapá, interpretará alguns de seus sucessos acompanhado do Caldo, como na Noite do Amor Brega, que aconteceu no Palhukas em 2009.

Jorge Cardoso em duas apresentações, abaixo no Programa do Chacrinha - Foto extraída de entrevista do cantor à Contilnet




Serviço:
Sexta, 16/12, pontualmente às 21h
Usina de Arte João Donato
Ingressos: 10 reais (estudante paga meia)
à venda na Livraria Nobel (Av. Getúlio Vargas, 613, Centro)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Caldo Criolo


Além do show na Ocupação da Funarte, no domingo, dia 16/10, o Caldo de Piaba se apresenta também na tradicional festa Criolina, no Bar do Calaf, na segunda, dia 17/10.

Veja a divulgação da festa, e as instruções para pagar mais barato assinando a lista amiga no facebook:


O Acre existe. E é de lá que vem a próxima atração do Criolina, o Caldo de Piaba. O trio instrumental que vem conquistando o Brasil com seu som quente e úmido, carregado de influências da guitarrada e da lambada, tem também tempero forte de salsa, pimenta jamaicana e muita psicodelia. É música pra bater coxa. E segundo diz a sabedoria popular, Caldo de Piaba é afrodisíaco e bom pra curar a ressaca do final de semana.

Serviremos à moda da casa, acompanhado de Oops, Pezão e Devassa gelada.

LISTA AMIGA:
* Pra entrar na Lista Amiga, tem que confirmar presença clicando em "Eu Vou" até a segunda-feira às 19h.
* A lista funciona até meia-noite, com entrada limitada a 100 pessoas, por ordem de chegada.
* Seu nome no Facebook deve ter alguma correspondência com um documento a ser apresentado na entrada.
* Perfis de bandas, produtoras ou qualquer tipo de instituição, além de apelidos sem correspondência com um documento, infelizmente não poderão ser identificados pelo segurança na porta da festa.

COMEMORE SEU ANIVERSÁRIO NO CRIOLINA! Quem faz aniversário na segunda ou na terça entra de graça com direito a dois acompanhantes. Basta apresentar um documento na entrada. E ainda paga mais barato na cerveja: balde com 5 Devassas de 600ml (na comanda do aniversariante) por $25!!

Entrada:
na porta - $10 (mulheres) | $15 (homens)
na lista - $5 (mulheres) | $10 (homens)

Criolina - Toda segunda-feira no Bar do Calaf

www.criolina.com | www.bardocalaf.com.br

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Caldo de Piaba na Sala Cássia Eller FUNARTE - Brasília




Passado pouco mais de um ano do incrível show em Brasília, na Criolina (Bar do Calaf), o Caldo retorna à capital federal para show na Sala Cassia Eller da FUNARTE. A programação musical, intitulada "Novas fronteiras, violas, guitarras e outras modernidades", foi aprovada no Edital de Ocupação Funarte 2011, e traz artistas de todo o país que exploram a mistura de ritmos e as fronteiras da música. O Caldo se apresenta no domingo, dia 16/10, juntamente com os cuiabanos do Macaco Bong. Confira a programação musical do mês de outubro:


COMPLEXO CULTURAL DA FUNARTE
datas: de 12/10 a 18/12
dias: de quarta a domingo
LOCAL: SALA CÁSSIA ELLER
INGRESSO: R$ 5,00 meia

PROGRAMAÇÃO DE OUTUBRO:

SALA CÁSSIA ELLER- MUSICA
Novas Fronteiras e Violas, Guitarra e Outras Modernidades

12/10 – QUARTA FEIRA
19h B Negão-RJ e Ataque Beliz-DF
22h Bate Papo- As novas formas de produção e distribuição no ambiente colaborativo
Convidados:B Negão, Fabio Pedroza, Dillo D’Araújo

13/10-QUINTA-FEIRA
21h Toró de Palpite-DF + Satanic Samba Trio-DF

14/10 SEXTA-FEIRA
21h Sacal-PB + Ventoinha de Canudo-DF

15/10 SÁBADOS
21h Ciclone na Moringa-DF + Umbando-GO

16/10 DOMINGO
20h Macaco Bong-MT e Caldo de Piaba-AC

20/10 QUINTA-FEIRA
20h Pereira da Viola-MG + Dillo D’Araújo-DF

21/10 SEXTA-FEIRA
20h Rodrigo Caçapa-PE + Hamilton de Holanda-DF

22h Bate Papo:Causos e histórias de violeiros na criação artística
Convidados: Cacai Nunes, Pereira da Viola, Roberto Correa.

27/10 QUINTA-FEIRA
20h Fernando Sodré-MG e Pedro Martins-DF.

28/10 SEXTA FEIRA
20h Cacai Nunes-DF e Nicolas Krassik-FRA


Caldo de Piaba toca neste sábado na Disco Party


Neste sábado, dia 8, o Caldo de Piaba toca na Disco Party, que acontece no Solar de Maria, ali na Avenida Ceará. Confere a programação:


Mychel Oliveira e Juliet Matos apoiados pelo SolarDeMaria Gourmet realizam a festa com as músicas mais tocadas nos anos 70 a 80.

Atrações:

• EXPOSIÇÃO DE FOTOS;

• MÚSICA AO VIVO - A partir das 21:00
Alanderson Ramalho, Bárbara Oliveira e Sidnei Bertholdi;

E, às 22:30:
Banda Caldo de Piaba;

• DISCOTECAGEM - Marco Brozzo;
A partir das 0:00

• DRINK ESPECIAL: SANGRIA (Drink com vinho tinto e pedaços de frutas)

• CLIPES E LIVES DA ÉPOCA;

Data: 08/10 (Outubro)
Horário: A partir das 20h00

Localização: Solar De Maria Gourmet
Av. Ceará, 2394 - Ao lado da agência do Banco do Brasil, em frente a Imobiliária Fortaleza.

Agita AC

Banzeiro.com

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Caldo de Piaba no Arraial do Alto Santo

O Caldo de Piaba tem a honra de ter sido um dos grupos convidados a participar do Arraial do Alto Santo, que acontece de 27 a 29 de maio, sexta a domingo. Alto Santo (abreviatura de Alto da Santa Cruz) foi a comunidade de Irineu Serra, mestre fundador do Daime, localizada no bairro que hoje recebe seu nome, na parte alta de Rio Branco. Vai ser arraial com direito a comidas típicas, quadrilha, bingo, leiláo e muito mais! Chega junto que a entrada é franca!!!

Confira a programação da
sexta-feira:

17 h – Concentração para o cortejo
18 h – Cortejo festivo de Abertura
18h30 - Roda de Ciranda – praça da folia
* GRUPO VIVARTE
19h – Inauguração da Rádio Cipó
– Largada da Comilança
- Abertura do Bazar
- Jogos e brincadeiras
21h - Corre o Bingo – vários prêmios
22h- Show musical
* SOM NATIVO - Chorinho
* CALDO DE PIABA


Divulgação retirada do Blog Aflora (da querida Mariana Pantoja):

Então é isso, pessoal, na semana que vem (sexta-feira, sábado e domingo) tem arraial do bom lá na madrinha Peregrina!

Já faz 40 anos que o nosso querido e saudoso Mestre Irineu realizou sua passagem. Foram também 40 anos sem arraial, festança que sempre acontecia nos bons "tempos do Mestre". Hoje, ali onde é o túmulo dele, contam os mais velhos que era justamente o lugar do arraial. Pois é, eis que este ano nossa igualmente querida madrinha resolveu nos presentear, a todos, com a reedição da festa.

Tá a maior correria. Só quem já organizou uma coisa assim pode imaginar, ainda mais porque somos meio novatos, calouros, não participamos dos arraiais antigos e ainda não havíamos organizado um juntos. Um bom trabalho coletivo, um esforço de união, cuidar do que é nosso - não poderia ter sido melhor e maior o presente que a nossa madrinha nos deu.

Os recursos financeiros arrecadados, assim como os do bazar que funcionou nos meses de março e abril, são para reformas necessárias na nossa sede. Pois é, teve uma obra há tão pouco tempo, mas pelo visto não foi tão bem feita como deveria. Coisas de licitação, onde você não escolhe quem você quer que faça a obra. Mas enfim, como tudo está como deve estar, tudo isso está sendo de muita serventia para a nossa convivência como irmandade, e também para receber os amigos e amigas que vierem prestigiar o Arraiá do Alto Santo.

Vai ter de tudo que um arraial tem direito, como quadrilha, bingo, jogos, música e comidas. Adianto que participo de uma equipe que está produzindo uma barraca por nome Orgânica, onde serão oferecidos alimentos e produtos orgânicos, indo do palmito assado, batata-doce assada, frutas diversas, tapioca com recheios diversos, sempre naturais, a sanduíches de pão integral caseiro, água de coco e açaí com granola artesanal. Nossa proposta é que haja também um setor de venda dos produtos, pra quem quiser, digamos assim, fazer a feira! Estamos em contato com diversos produtores orgânicos da cidade e arredores, que estarão colaborando conosco.

domingo, 22 de maio de 2011

'Soldados da Borracha', com trilha do Caldo, estréia nesta semana

O Caldo de Piaba teve a honra de ser convidado pelo diretor Cesar Garcia Lima para fazer parte da trilha sonora do média-metragem "Soldados da Borracha". Este documentário, contemplado no edital de 2010 do ETNODOC, foi realizado em Rio Branco em junho e julho passados. Conta a saga de seringueiros nordestinos e acreanos vivida entre o sertão, a floresta e a cidade.

Cesar assim conta como foi a escolha da trilha:

Quando estive no Acre em abril para cuidar da pré-produção dos Soldados da Borracha, ouvi pela primeira vez o som do Caldo de Piaba, banda acreana instrumental que atualiza com uma levada pulsante o carimbó, o brega e outros ritmos do Norte. Senti uma imediata afinidade com o trabalho do grupo, que combina tradição e novidade com um toque autoral de muita originalidade. A música "Sborba" (nome de um antigo clube de Rio Branco, frequentado pela "velha guarda", e recentemente restaurado pelo Governo do Acre) me remeteu imediatamente ao filme, como um bolero pop em que o antigo rejuvenesce. Foi assim que convidei o grupo para participar da trilha sonora dos Soldados da Borracha e "Sborba" deu charme à abertura do filme. Outras duas composições foram incluídas na trilha: "Lambada Nova" e "Daimagem".


Antônio Tomé Dias, um dos soldados que mostram sua vida no filme

O filme estréia nesta sexta, dia 27, na 2ª Mostra Etnodoc, que acontece no auditório do Museu do Folclore Edison Carneiro (Rua do Catete, 179, Rio de Janeiro). O público acreano aguarda ansioso a estréia por aqui.


sexta-feira, 20 de maio de 2011

Volume 3 - Caldo de Piaba


Deu no Som do Norte:


O Som do Norte orgulhosamente apresenta o novo EP do Caldo de Piaba, o Volume 3. Sim, eu sei, você deve estar estranhando, porque faz apenas dois meses que outro EP da banda acreana, o Volume Um, foi nosso Disco do Mês. O fato é o seguinte: em março, lançamos gravações de 2009 (os primeiros registros da banda, algo histórico já - tem coisas que só o Som do Norte faz pra você).

Agora em maio, trazemos neste Volume 3 gravações que os piabas fizeram na Oi FM (São Paulo), ao participar em 14 de fevereiro do programa Qualquer Coisa. Como normalmente tem feito, a banda aproveitou um compromisso agendado fora do Acre para expandi-lo em outras oportunidades e experiências - o convite era pra tocar no dia 11/02 na 16ª Mostra Pratas da Casa, com as melhores atrações que o SESC Pompeia recebeu no ano passado (moral, hein?).

Hospedado solidariamente na Casa Fora do Eixo, o Caldo pôde ficar mais dias na paulicéia desvairada, tocando no dia 12 no Estúdio M ao lado de Daniel Groove e a Massa Rara. Dois dias depois, a ida ao programa, assim comentada pela banda no dia 19 de fevereiro em seu blog Piaba no Kombão:

'Outro compromisso na capital paulista foi a ida ao programa Qualquer Coisa, da Oi FM. Comandado por José Flávio Jr, Paulo Terron e Max de Castro, este podcast que virou programa de rádio é um bate-papo descontraído sobre... qualquer coisa (!), com direito a banda convidada mandando sons ao vivo. Na segunda, dia 14, foi a vez do Caldo ser a banda convidada. Entre o relato da infelicidade de termos a guitarra e o baixo roubados na cidade de Porto Velho, histórias sobre a composição da música Daimagem, e "ritmos rurais urbanizados" sendo incorporados em bandas jovens como tendência da música contemporânea, os apresentadores também comentaram temas como: o Grammy, o Grêmio, chuvas torrenciais em São Paulo, aposentadoria do Ronaldo Fenômeno, entre outras quaisquer coisas.'

O programa pode ser ouvido online na íntegra no site da Oi FM.

Esta gravação já mostra o novo momento do Caldo, novamente como quarteto, agora com um percussionista. Três das músicas - "Daimagem", "Lambada do Rei" e "I Want You" - são as versões tocadas pelo Caldo ao vivo durante o programa. As outras - "Lambada Nova", "Lambada Classe A" e "La Ardillita" - a banda gravou depois para o arquivo da rádio. Do repertório próprio, além de nova versão para "Daimagem", música composta para ser a trilha sonora de uma exposição da fotógrafa Talita Oliveira, temos enfim o registro de "Lambada Nova", que a banda já toca em shows desde o ano passado. Nas releituras, além de enfim gravar uma dos Beatles (os improvisos sobre melodias dos Fab Four costumam ser ponto alto das performances ao vivo dos Piabas), há uma reverência a dois mestres paraenses da guitarrada, que é uma influência notória & confessa da banda: o clássico "Lambada do Rei", de Mestre Vieira, e "Lambada Classe A", de Aldo Sena. Completa-se a lista com um cover da banda peruana Los Destellos - bandas do Peru e da Bolívia, países que fazem fronteira com o Acre, participam com frequência do Festival Varadouro, em Rio Branco.

Caldo de Piaba agora é:

Saulinho Machado - guitarra
Arthur Miúda - baixo
Eduardo Di Deus - bateria
João Gabriel - percussão

Para baixar o Volume 3, clique na capa.


segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Blog Som do Norte destaca o "Volume Um do Caldo como Disco do Mês


Disco do Mês: Volume Um - Caldo de Piaba
do blog Som do Norte

O Disco do Mês de março é muito especial. Além de ser o primeiro que destacamos de artistas do Acre, este EP, lançado com exclusividade pelo Som do Norte, reúne as primeiras gravações da banda Caldo de Piaba, feitas em 2009. A ideia de lançá-lo surgiu-me em 22 de março de 2010, quando o site Nagulha (atualmente fora do ar) disponibilizou para download o EP do Caldo intitulado Volume Dois. Procurei na internet quando teria saído um outro EP da banda que se chamasse "Volume Um" e não achei nada; entrei em contato com o baterista Eduardo Di Deus e ele então me explicou que, embora eles não usassem esse nome, "Volume Um" seriam as primeiras gravações, só disponibilizadas no MySpace.

Propus então à banda lançar pelo Som do Norte oficialmente o Volume Um, e os piabas toparam de cara, ficando de providenciar os áudios, um release e a arte - este o grande motivo da demora do lançamento. Como Di Deus me explicou ao enfim mandar os arquivos, agora em 23 de fevereiro, "Não foi possível localizar a arte original. Conseguimos apenas esta foto da capa do EP nas mãos da Bianca (Jhordão), do programa Fala + Joga da Play TV."

Bianca Jhordão com a capa original do EP - 19/11/2009

Te convidamos para curtir esses registros já históricos do Caldo. Leia na sequência o release do EP, escrito pela própria banda, e ouça as músicas direto de nossa caixinha cantante. Aproveite e baixe o EP no Som do Norte.

Primeira formação do Caldo de Piaba, com o tecladista Fred Margarido
- Palquinho Maluco da UFSCAR (São Carlos, SP), 17/11/2009


***

VOLUME UM, por CALDO DE PIABA

São só três musicas. Gravadas em poucas horas num dia de janeiro de 2009 no estúdio RB Records, em Rio Branco, Acre. Registro das primeiras experiências que juntos fizeram Saulo Machado, na guitarra; Fred Margarido, nos teclados; Arthur Miúda, no baixo; e Eduardo Di Deus, na bateria.

Com três meses de banda, foi a primeira gravação, ao vivo, todos tocando juntos, no início do Caldo de Piaba. Tem a energia dos primeiros shows, dos temas próprios, imbricados com algumas influências. Na primeira música, “O Fanq”, duas citações emergem em meio ao tema principal. Scofield, Martin, Medeski & Wood são lembrados com um trechinho de "Chank". O acreano João (Bad) Donato também aparece com um trechinho do tema "Lunar Tune".

A segunda faixa é “Venska pro papai”, tema próprio do Caldo, surgido de um groove de baixo. Esta música foi incluída na coletânea Oi! A Nova Música Brasileira!, lançada na Inglaterra pelo selo Mais Um Discos [disponível em: www.maisumdiscos.com].

Pra fechar, uma versão instrumental de “Lambada do Amapá”, do acreano Jorge Cardoso.





Som do Norte

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Pratas da Casa e Qualquer Coisa em São Paulo

Caldo de Piaba tocou no Sesc Pompéia e participou de programa na Oi FM no último final de semana

O Caldo de Piaba esteve novamente em São Paulo na última semana para uma curta e intensa agenda. No dia 11/02, sexta, tocou na 16ª Mostra Pratas da Casa do Sesc Pompéia, em noite que também contou com show do cantor Duani. Esta Mostra é uma seleção dos melhores shows que o projeto Pratas da Casa recebeu no ano anterior. Casa cheia, público interagindo, foi um grande show!

Saulim e Pelé no Sesc Pompéia, por Crewactive

A segunda agenda foi no sábado, dia 12, show no Estúdio M, na Vila Madalena, ao lado da gig Daniel Groove e a Massa Rara. Foi uma surpresa tocar no mesmo dia dessa galera (um mix de integrantes de O Sonso e de Saulo Duarte e a Unidade, ambas as bandas integrantes do Projeto Mais Massa, junto dos acreanos Los Porongas). Todos já visitaram o Acre no último ano, nos festivais Chico Pop e Varadouro. No repertório, muitas influências em comum, como Raimundo Soldado e Aldo Sena. O tecladista João Leão ainda deu uma canja no show do Caldo, tocando Lambada Classe A, de Aldo Sena. Valeu ao Diogo Soares (Porongas), ao Professor e ao Cookie (que esteve recentemente no Acre no revival da banda que teve nos anos 1980 com Jorge Anzol) pela oportunidade a apoio pra que esse show pudesse acontecer!

Outro compromisso na capital paulista foi a ida ao programa Qualquer Coisa, da Oi FM. Comandado por José Flávio Jr, Paulo Terron e Max de Castro, este podcast que virou programa de rádio é um bate-papo descontraído sobre... qualquer coisa (!), com direito a banda convidada mandando sons ao vivo. Na segunda, dia 14, foi a vez do Caldo ser a banda convidada. Entre o relato da infelicidade de termos a guitarra e o baixo roubados na cidade de Porto Velho, histórias sobre a composição da música Daimagem, e "ritmos rurais urbanizados" sendo incorporados em bandas jovens como tendência da música contemporânea, os apresentadores também comentaram temas como: o Grammy, o Grêmio, chuvas torrenciais em São Paulo, aposentadoria do Ronaldo Fenômeno, entre outras quaisquer coisas.

Você pode escutar o programa na íntegra, incluindo as três músicas tocadas ao vivo pelo Caldo (Daimagem, Lambada do Rei [Mestre Vieira] e I Want you-she's so heavy [The Beatles]), acessando no site da Oi FM! Além destas, deixamos também nos arquivos da rádio mais três músicas (La Ardillita [Los Destellos-Peru], Lambada Nova e Lambada Classe A [Aldo Sena]), que você pode conferir nos vídeos abaixo:




A banda passou esses dias em hospedagem solidária na recém fundada Casa Fora do Eixo São Paulo, a CAFESP, localizada no bairro da Liberdade, nas proximidades do Cambuci. Enquanto estivemos por lá também se hospedaram as bandas Tremor (Argentina), Black Drawing Chalks (GO) e os parceiros da Cabruêra, de Campina Grande-PB, com a qual tivemos o prazer de realizar turnê FDE pelo interior de MG e SP em abril do ano passado. O pessoal da Criolina e do Só Som Salva (Barata e Jennie) também passaram por lá em reunião. O local transborda valores como o cooperativismo e a produção compartilhada, e está só começando, funcionando a apenas um mês.

Uma sinhá sendo pintada pela Sinhá na parede da CAFESP

Testemunhamos também o primeiro final de semana de intervenções de arte urbana na casa, o Compacto.Arte. Em dois dias diversos artistas encheram as paredes do Casarão com grafites, colagens e outras artes, com a qualidade de impressionar! Somos gratos à CAFESP pela acolhida, e a todos que nos emprestaram equipamentos pra substituir os que foram roubados: Klaus (Saulo Duarte e a Unidade) e Edy (Cabruêra), que emprestaram seus baixos; Gabriel (Lumo Coletivo), que emprestou a guitarra e João Eduardo (Los Porongas), que emprestou um pedal wahwah.

Valeu, São Paulo. Até a volta!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Baixe a música Daimagem!

Muito tempo sem postar, mas cá estamos novamente. Dessa vez com novidades! No comecinho março, tivemos a honra de receber um convite da fotógrafa Talita Oliveira - a mesma que gentilmente fez conosco o ensaio de divulgação no rio e no mercado de peixe - para compor a trilha sonora de uma exposição audiovisual que ela prerava sobre a música acreana. apoiada por projeto aprovado no Fundo Municipal de Cultura. Talita nos passou algumas belas fotos selecionadas do vasto material visual que capturara em mais de 4 anos vivendo a música na cidade de Rio Branco. Tinha de tudo dentro da diversidade da música acreana, e cabia à nós criar uma música à altura daquela variedade de expressões artísticas. Música esta que se somaria aos depoimentos que ela começava a coletar naquele momento.


Eduardo Di Deus durante a gravação da trilha sonora, por Talita Oliveira


No final de março, em meio a um período de muitos shows fora do estado do Acre, entramos no estúdio do Risley - RB Records - e registramos a música Daimagem, que disponibilizamos pra você baixar agora!



Arthur Miúda durante a gravação da trilha sonora, por Talita Oliveira


Nesta quinta-feira, dia 5 de agosto, a partir das 20 horas, na Galeria Juvenal Antunes acontece o lançamento da exposição “A Imagem da Música” com o seu vernissage aberto para imprensa e o público em geral. Em seguida, às 21h30, no The Rock Bar, próximo à galeria, acontece uma festa com a temática da mostra fotográfica. O Caldo vai tocar lá, antes de sair de férias.

Quer saber mais sobre a exposição? Clique naimagem:


quarta-feira, 12 de maio de 2010

Caldo de Piaba na 1ª Noite Fora do Eixo SP


Por Marcio Jr., do Barulho.org


O Circuito Fora do Eixo surgiu fora do eixo geográfico, num levante das cidades e pequeno e médio porte historicamente esmagadas por políticas corruptas que favoreciam a produção (e a produção cultural, como consequência) apenas nos grandes centros do Sudeste. Jabá, massificação, apelação... uma massa de poucas, parcas e porcas informações empurradas guela abaixo. Eis que o Fora do Eixo propõe uma nova forma de organização e gestão, trazendo renovação em vários campos.

Enquanto o Barulho.org, que pode ser entendido como um ajuntamento de pessoas, promove a ocupação dos espaços públicos, com o objetivo de converter, mesmo que temporariamente, espaços privados em públicos através da arte, da música, da política, do livre exercício das idéias. Enfim, converter pensamentos em realizações e apostar na espontaneidade do encontro. Alterando experiências cotidianas. Ação cultural e social, integração e arte.

Do bom encontro entre essas duas redes surge possibilidade da realização da Primeira Noite Fora do Eixo que será realizada na Serralheria, situada à Avenida Guaicurus, 857 Lapa Próximo ao Tendal da Lapa, no dia 14/05 Sexta Feira à partir das 19hs.

Contamos com a presença de todos nessa experimentação.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Caldo em São José dos Campos nesta sexta!

Hoje tem Caldo no SESC São José dos Campos, abrindo o projeto Pelas bandas de lá, que levará bandas independentes de todo o Brasil para o Vale do Paraíba. Estão na programação: Porcas Borboletas, Fóssil, Malditas Ovelhas, Pata de Elefante e Macaco Bong. Muito legal abrir este projeto com tantas bandas legais!

O show começa as 19h30 e a entrada é franca. Confira abaixo a matéria que saiu no jornal O Vale. Mais informações no site do SESC SJC.




Pelas bandas de lá: música underground no Sesc São José

Por André Leite
São José dos Campos

O mercado fonográfico brasileiro nunca esteve tão favorável às bandas independentes. Mais que recurso financeiro, o que tem feito a diferença, para que os grupos conquistem um espaço cada vez maior, é a articulação dos mesmos em busca do reconhecimento e, é claro, a qualidade do trabalho. E isso o Brasil tem de sobra.

Alguns representantes dessa galera que movimenta a atual cena da música underground no país se apresentam, durante o mês de maio, no Sesc São José dos Campos, dentro da programação do projeto “Pelas Bandas de Lá”.

O objetivo é mostrar a diversidade de sons e a qualidade da produção da música independente no país. Ao todo serão realizados seis shows com bandas de diferentes partes do país, entre elas Caldo de Piaba (Acre), Fóssil (Ceará), Porcas Borboletas (Minas Gerais), Malditas Ovelhas (São Paulo), Macaco Bong (Mato Grosso) e Pata de Elefante (Rio Grande do Sul).

Quem abre o projeto nesta semana é a banda Caldo de Piaba, que se apresenta na próxima sexta-feira, dia 7, às 19h30, no centro de convivência. No sábado, dia 8, às 18h, quem sobe ao palco é a Fóssil.

Caldo de Piaba
A banda Caldo de Piaba foi formada em 2008, no Acre. Formado por Saulinho Machado (guitarra), Arthur Miúda (contrabaixo) e Eduardo Di Deus (bateria) o grupo trabalha com composições próprias e releituras de canções populares.
O trabalho, que já percorreu festivais independentes em diversos estados brasileiros é marcado pela influências de que vão desde a lambada e a guitarrada paraense até o ska e o samba-rock.
Com muita vontade de arrebatar cada vez mais fãs, a banda chegou a fazer uma turnê pelo interior do Acre, a bordo de uma Kombi, levando seu show para praças e coretos dos municípios.
O Caldo de Piaba tem seu segundo EP , gravado em janeiro de 2010, disponível para download no link http://migre.me/saIY é só conferir!

Fóssil.
Com Vitor Colares (guitarra, violão e texturas), Eric Barbosa (guitarra, violão e efeitos), Daniel Lima (contrabaixo e programações) e Victor Bluhm (bateria e percussão), a banda Fóssil começou a atuar em Fortaleza em 2004.
O repertório traz influências de Egberto Gismonti, Pink Floyd, Radiohead, Miles Davis e King Crimson.
Quem quiser conhecer um pouco mais desse trabalho é só acessar o site oficial da banda no link www.myspace.com/fossilsoundtrack .


Programação

Dia 7, às 19h30 - Caldo de Piaba
Dia 14, às 19h30 - Porcas Borboletas
Dia 15, às 18h - Malditas Ovelhas
Dia 21, às 19h30 - Macaco Bong
Dia 28, às 19h30 - Pata de Elefante
Entrada - franca
Sesc - Av. Adhemar de Barros, 999, Jardim São Dimas - São José

terça-feira, 13 de abril de 2010

Rumo ao interior!

Dificil resumir em poucas palavras tudo que já rolou até agora. Uma semana na estrada, e bem intensa. Tocamos em São Paulo na quarta-feira passada junto com Macaco no Studio SP, e ao longo da semana participamos de diversas atividades do Festival Fora do Eixo. Shows em casas noturnas, reuniões em espaços culturais, apresentações de teatro...

Sob o comando do crescente núcleo de teatro do FDE, o Palco Fora do Eixo, rolou uma intensa programação de performances e intervenções teatrais. Assistimos a duas apresentações, uma das quais rolou na Livraria da Esquina, antes do show do Nevilton, que aparece na cobertura do Clube de Cinema Fora do Eixo para o quarto dia do festival:


Download:
FLVMP43GP
Download:
FLVMP43GP

Esse vídeo é uma pequena mostra de algo que ficou patente nas reuniões que rolaram: o Circuito FDE se consolida cada vez mais outras frentes de trabalho, paralelas à música. A frente do audiovisual, com coberturas cada vez mais profissionais e com um núcleo muito estruturado; o crescimento da frente de Teatro. Discussões sobre a necessidade de estruturação de um núcleo para discutir a gestão ambiental nos eventos culturais. Muita coisa, e crescendo...

No sábado, antes de irmos pro CB (Clube Belfiori) assistir ao show do Facas Voadoras e Canastra, assistimos à performance Estado de Guerra, do grupo UHUU, parceiro do Enxame Coletivo, de Bauru. Antes do show, no entanto, momento para reunião em que o destaque foi o Palco Fora do Eixo, ocupando espaço em vários coletivos, de São Paulo ao Rio Grande do Sul.

Foto: Felipe Matos Ohno e Fernanda Vasconcelos

No domingo de manhã, acordamos cedo, mas não ao som da feira livre que tomava conta da rua Mourato Coelho, na Vila Madalena, no dia anterior. É lá que fica o Hostel onde ficamos hospedados durante a semana, logo após termos sido recebidos por dois dias na casa de dois grandes amigos, Júlia e Dantas. Foi tempo de encontrar o pessoal do Porcas Borboletas, que chegava naquela manhã para a apresentação do último dia do festival, que infelizmente perdemos.


Tour Fora do Eixo Minas SP #2

Era a hora de cair na estrada novamente, rumo ao interior de São Paulo e de Minas, em mais uma Tour Fora do Eixo. Em março, passaram por essa rota as bandas Porcas Borboletas e Aeromoças e Tenistas Russas. Agora é a vez da gente fazer essa tour dos interiores, juntamente com os paraibanos da Cabruêra e do Burro Morto, como extensão do Festival Fora do Eixo. É a concretização de rotas de circulação pelo interior com pouquíssimos "day-offs" (os dias sem shows). Tudo só rola com o apoio dos Pontos Fora do Eixo das cidades por onde passamos, e com um caráter de formação: dos coletivos que recebem, das bandas, da equipe que circula junto. Desta vez, seguem com a gente: o Gustavo (Massa Coletiva - São Carlos) na técnica do som; Gabriel Ruiz (Enxame Coletivo - Bauru) e Rafa (Massa Coletiva).

Confere abaixo a rota do Caldo. Lembrando que Cabruera se despede da tour na primeira parada em Belo Horizonte. Burro Morto vai com a gente até Uberlândia, onde tocaremos também com Macaco Bong.

07/04 - São Paulo - Studio SP - Festival Fora do Eixo
11/04 - Araraquara - Teatro de Arena - Noite Fora do Eixo
12/04 - São Carlos - Rádio UFSCar - Programa Independência ou Marte
13/04 - São Carlos - Palquinho Maluco
14/04 - Bauru - Madame Pimenta - Noite Fora do Eixo
15/04 - Guaxupé - Teatro Municipal - Noite Fora do Eixo
16/04 - Franca - Mestiço Bar - Noite Fora do Eixo
17/04 - Belo Horizonte - Music Hall - Conexão Vivo
20/04 - Uberlândia - Goma
21/04 - Patos de Minas -
22/04 - Belo Horizonte - A Obra - Noite Fora do Eixo
23/04 - Montes Claros - Casa Fora do Eixo MC
24/04 - Sabará - Festival Real Instrumental

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Exibir mapa ampliado

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Já estamos em São Carlos, na sede do Massa Coletiva. Já já tocaremos pela segunda vez no palquinho maluco da UFSCar. Em breve mais relatos sobre o show de Araraquara e a participação das 3 bandas no programa Independência ou Marte #139.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Rock Amazônico nas noites frias da selva de pedra


Bandas do Amapá, do Acre e de Mato Grosso trazem sons de Fora do Eixo, muito além dos estereótipos


Por Lauro Lisboa Garcia, do Estadão.


Duas noites frias e chuvosas em São Paulo não intimidaram o público interessado nas novidades trazidas pelo Festival Fora do Eixo. A "conexão amazônica", como disse brincando o guitarrista Saulim, do Caldo de Piaba, precipitou caudalosas ondas sonoras a partir do rock, com um mundo de influências para plateias calorosas. Ontem de madrugada, o Caldo (de Rio Branco) dividiu o palco com o Macaco Bong (de Cuiabá) no Studio SP. Os dois power trios (baixo, guitarra e bateria) fizeram a conexão transmidial entre si, numa improvisada mudança de palco, e também pela participação do tecladista Otto Ramos, do Mini Box Lunar, banda do Amapá, que abriu o festival, declaradamente morrendo de frio na selva de pedra, anteontem no Itaú Cultural, com participação de Jards Macalé.

Das três bandas, o Macaco Bong é a mais coesa, desenvolvida e representativa do êxito do Circuito Fora do Eixo. E também a mais conhecida do público paulistano. Em janeiro, eles tocaram no Auditório Ibirapuera com participação de músicos como Siba e Vitor Araújo. Foi uma situação atípica, quando o trio abriu espaço para os convidados, desviando um pouco de seu eixo. Anteontem, fora a participação discreta de Otto (até porque mal se ouvia o som teclado), o trio arregaçou do jeito que se conhece: muitas variações de climas, alguns efeitos, Ynaiã Benthroldo alucinando na bateria, Ney Hugo mantendo o pulso firme do baixo e a guitarra de Bruno Kaypay cantando de tão energética, entre ruidosa e melódica. Tocaram temas de seu álbum de estreia, Artista Igual Pedreiro e outros inéditos em mais uma potente descarga de decibéis. Na semana que vem, eles gravam o primeiro DVD em Belo Horizonte, dentro do festival Conexão Vivo, que, aliás, vai ter show de várias bandas do Fora do Eixo.

Sopão sonoro. O Caldo de Piaba começou a entrar no som do Macaco com os bateristas Yanaiã e Di Deus dividindo as baquetas, depois entraram o baixista Miúda e o guitarrista Saulim, este, sim, miúdo, mas toca com jeito grande. A mudança de clima ficou mais nítida a partir do segundo tema, quando o experimentalismo deu vazão a inusitadas misturas dançantes, com rock, jazz, calipso, surf music, samba, funk, guitarrada, tecnobrega e o que mais vier. O Caldo mixa tudo isso sem o menor pudor e acaba se dando bem. No sopão sonoro, além de composições próprias, eles incorporam clássico venezuelano, Moliendo Café (Hugo Blanco), de 1958, e até uma versão de The Millionaire (Mike Maxfield), que ficou bastante conhecida no Brasil na versão de Os Incríveis na fase da jovem guarda.

Ainda tinha muita gente presa no trânsito e na chuva, quando o Mini Box Lunar abriu o festival no Itaú Cultural, mas o público foi chegando e esquentando o show. O sexteto amapaense também surpreende pela mistureba de gêneros. Eles têm um pé no rock psicodélico dos anos 60 e 70, ecos de Beach Boys e Mutantes, mas também revelam influências da música que predomina no Norte, com referências aos sons caribenhos, até porque estão mais próximos da Guiana Francesa do que qualquer grande centro brasileiro. Montam arranjos bem entranhados, com belos timbres de guitarra de Alexandre Avelar (Kbelo), fazendo citações inteligentes de temas clássicos. As meninas Helô e Jenifer têm um canto contido e às vezes até infantil, com graça e leveza. Antes de receber Macalé como convidado, eles mandaram bem numa versão de Hotel das Estrelas, em homenagem a ele.

Macalé abriu seu breve set ao violão com Cidade Lagoa (Sebastião Fonseca e Cícero Nunes), que caiu na medida diante das tragédias no Rio esta semana com as chuvas, cuidando para não exagerar no humor. Com a banda de volta, vieram os melhores momentos, incluindo, claro, Vapor Barato e Farrapo Humano. O festival continua em outros palcos até domingo. São outros Brasis, que, enfim, têm chance de mostrar sua cara por aqui.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Caldo de Macaco no 2º dia do Festival FDE

Pouco tempo pra escrever, mas o suficiente pra trazer um pouquinho sobre o show de ontem no Studio SP, 2º dia do Festival Fora do Eixo. Antes de mais nada, confere aí a cobertura feita pela Web TV Fora do Eixo:



Macaco fez a abertura e em seguida assumimos o palco, numa transição sem intervalo. Enquanto rolava uma viagem sonora na guitarra do Kayapi, eu entrei e comecei a adaptar a altura dos pratos e chimbal. Já havíamos montado um set híbrido dos pratos e caixas dos dois bateras, e tudo rolou rapidamente. Enquanto Ynaiã se levantava e segurava o ritmo na caixa auxiliar e eu assumia a batera, Miúda recebia o baixo do Ney (que já estava tocando a última música do Macaco com o baixo dele). Um tempinho segurando o groove até o saulinho plugar a guitarra e os efeitos, e começava o show! Pra quem perdeu a transmissão, aqui dá pra conferir os shows completos:



Hoje a tarde rolou a primeira reunião das regionais do Circuito Fora do Eixo, no Espaço Mais Soma. Discutiu-se a estruturação dos eixos de circulação, e também sobre as frentes de teatro e cineclube fora do eixo e meio ambiente. Um pouquinho da reunião de hoje vai estar na cobertura de amanhã da web Tv Fora do Eixo, junto com o show de logo mais, 23h, no Tapas (também na rua Augusta), a invasão paraibana do Burro Morto e do Cabruêra. Quer acompanhar ao vivo? Acesse www.mtv.com.br/foradoeixo/aovivo

Té mais!

Di Deus
Download:
FLVMP43GP

segunda-feira, 29 de março de 2010

Festival Fora do Eixo e seguindo...

Em março estivemos no Rio de Janeiro para participar da Mostra Instrumental Contemporânea, organizada pelo pessoal do Coquetel Molotov. De volta a Rio Branco, no Mangueiras Bar e no Loft, além de gravar a trilha da exposição "A imagem da música", da fotógrafa Talita Oliveira, que deve ficar pronta em breve.

Abril é tempo de voltar pra estrada. Já estamos em São Paulo para participar do Festival Fora do Eixo entre os dias 6 e 11. Além da programação musical com artistas da Agência Fora do Eixo e convidados, ocupando casas noturnas e espaços culturais da capital paulista, a programação tem também artes visuais e teatro, revelando ao público paulista outras frentes de trabalho do Circuito Fora do Eixo. A programação e outras informações podem ser acessadas no site do Festival.

Ontem rolou a abertura no auditório do Itaú Cultural, com shows do Mini Box Lunar e Jards Macalé. Mini Box abriu pra um auditório lotado, e fez as pessoas que ocupavam o mezanino e as laterais do espaço dançarem ao som da mistura de marchinhas, psicodelia e vocais modulados. Antes de entregarem o palco pro Jars Macalé, fizeram uma versão de Mal Secreto. Jards fez algumas em voz e violão, e em seguida Mini Box retornou ao palco para tocarem juntos versões intensas de Vapor Barato, Revendo os Amigos e Farrapo Humano.

JJ, Jards Macalé e Heluana, ontem no Itaú Cultural, por Victor Sá

Grande abertura pro Festival, que segue hoje com shows de Macaco Bong e Caldo de Piaba no Studio SP, que fica na rua Augusta. Até domingo tocam em São Paulo as bandas Burro Morto (PB), Cabruêra (PB), Nevilton (PR), Calistoga (RN), Canastra (RJ), Facas Voadoras (MS) e Porcas Borboletas (MG).

Depois do Festival Fora do Eixo, a gente embarca em tour pelo interior de São Paulo e Minas Gerais, conhecendo alguns coletivos que fazem parte do Circuito pelos interiores com as bandas paraibanas Burro Morto e Cabruêra, e também fazendo um show do Conexão Vivo em Belo Horizonte. Essa é a agenda do rolê:

07/04 - São Paulo - Studio SP (Festival Fora do Eixo)
11/04 - Araraquara - Teatro de Arena
12/04 - São Carlos - Rádio UFSCar
13/04 - São Carlos - Palquinho Maluco
14/04 - Bauru - Madame Pimenta
15/04 - Guaxupé - Teatro Municipal
16/04 - Franca - Mestiço Bar
17/04 - Belo Horizonte - Lapa Multshow (Conexão Vivo)
20/04 - Araguari
21/04 - Patos de Minas
22/04 - Belo Horizonte - A Obra (Noite Fora do Eixo)

quarta-feira, 24 de março de 2010

EP Volume Dois do Caldo de Piaba para baixar


Amiguis,

Nosso EP Volume Dois está disponível para baixar. Ele foi gravado em janeiro de 2010 no RB Estúdio, com gravação, mixagem e masterização de José Risley. Foi tornado possível pelo remanejamento de um resíduo de recursos de projeto aprovado na Lei Estadual de Incentivo à Culturapara a finalidade de prensagem de disco de outra banda, que acabou se desfazendo. Com esse remanejamento, Caldo de Piaba e Mogno (escute!) fizeram o registro de 4 músicas cada.

Clique AQUI e baixe o EP Volume Dois!



Por Bruno Nogueira:

Volume Dois do Caldo de Piaba traz até versão para sucesso do brega da Djavu!

"O Caldo de Piaba é prova viva da descentralização da música hoje no Brasil. A banda não precisou mudar sua base de operações, o Acre, para conseguir estar presente na programação de vários festivais e circuitos de shows em todo o país. Instrumental que vai do Carimbó as guitarradas do Pará, eles não deixam a mistura engrossar demais quando se trata de divulgar a cultura da própria terra. Por onde passam, também tocam versões para antigas canções do Acre e, a cada, show, aumentam a coleção de queixos caindo no público. Mas só os daqueles que não param um segundo de dançar.

A banda lançou agora o segundo EP, batizado de “Volume Dois” com mais quatro faixas novas. Ainda esse ano eles prometem reunir material mais encorpado para lançar o primeiro disco, que deve sair pelo selo Fora do Eixo Discos. Aliás, falando em Fora do Eixo, quem estiver em São Paulo no começo de abril terá chance de ver o Caldo ao vivo, eles tocam na programação do festival que os coletivos promovem por lá. Quem não pode viajar, fica o comentário faixa a faixa que o baterista Di Deus fez do novo trabalho. E, logo abaixo, claro, um link para download:
  1. Moliendo Cafe é uma música da década de 1950, do venezuelando Hugo Blanco, que teve centenas de versões pelo mundo. De Julio Iglesias a uns japoneses doidos, muita gente já gravou esse tema, em versões cantadas e instrumentais. A versão que nos inspirou é de Poly e seu Conjunto, instrumental dos anos 1970. É um tema clássico, que o povo aqui no Acre já dançou muito…
  2. People One, a segunda música, a gente chamava de Plé Plé Hum, uma brincadeira com o som marcante da guitarra. Um tema funkeado que vira uma versão dum Afrossamba do Baden Powell e volta pro tema inicial.
  3. Sborba é o nome que demos pra esse bolerinho inspirado no som d’ Os Incríveis. É também o nome de um clube de 61 anos, reformado agora pelo governo do acre, que é um verdadeiro templo dos bailes.
  4. Fecha o Volume Dois a que chamamos de Dexavi (o que pensa), nossa versão DubBrega do maior sucesso do Dejavu."

segunda-feira, 22 de março de 2010

Videos Caldo de Piaba no Rio de Janeiro

O primeiro vídeo é a música O fanq, executada no show realizado na Mostra Instrumental Contemporânea, no Teatro Nelson Rodrigues da Caixa Cultural, dia 12 de março.




O segundo vídeo é do show extra que fizemos, no dia seguinte da mostra, a convite do pessoal do Sebo Baratos da Ribeiro, em Copacabana. Reparem na participação especial incidental!

terça-feira, 16 de março de 2010

Caldo de Piaba & Binário no MIC


Já experimentou Caldo de Piaba? Nós sim. E curtimos o Binário, também. Confira aqui a resenha de ambos os shows, integrantes da Mostra Instrumental Contemporânea, realizada na Caixa Cultural do Rio de Janeiro.

Por Bruno Stehling, da Rádio Microfonia
Fotos Ana Paula de Araújo, do Coletivo Ponte Plural


Mostra Instrumental Contemporânea - Caldo de Piaba

Sexta feira, horário de happy-hour, 19:30, um Teatro Nelson Rodrigues com poucos lugares vazios e um público bem interessado. Rio de Janeiro, um festival de música instrumental e, de uma forma geral, mais voltado para o rock independente, termos que os iniciados já tomariam por contradições típicas me fizeram ir com curiosidade extra e ouvidos bem atentos.

Já conhecia a banda de abertura, mas o show do Caldo de Piaba foi muito além das minhas expectativas. Esse trio de nome curioso vem do estado do Acre, e apesar da formação tipicamente roqueira: guitarra distorcida, baixo e bateria, sua sonoridade é uma convergência instigante dos estilos mais improváveis.


Rock com carimbó, Funk Music e guitarrada do Pará, ou techno brega em versão dub soa exótico demais pra você? Pois saiba que o resultado é coeso, empolgante e rock’n’roll graças à sonoridade típica de trio e à perspicácia técnica dos integrantes.

Cada música conta sua própria história sonora com mudanças de andamentos, estilos e clímax diversos. Ao lado de suas excelentes composições, versões geniais de Baden-Powel, Tim Maia e João Donato faziam parte do repertório. Entre elas um cruzeiro musical levou “I want you (She’s so heavy)” dos Beatles pelos mares do Reggae, blues e rock pré-grunge (na linha que os próprios garotos de Liverpool já haviam anunciado em Helter Skelter).

O coração melódico era uma guitarra telecaster canhota com um captador P-90 no braço e um humbucker na ponte, tocada com bom gosto e em alto volume. Na bateria um estilo free, que me lembrou por vezes a banda novaiorquina Television, ainda que com uma ou outra imperfeição, e no baixo, de uma introspecção comovente saíam levadas e frases precisas.


Para nos localizar nessa viagem cultural, a voz tímida do guitarrista anunciava algumas canções e gritava uma ou outra frase de algum refrão. O baterista também prestava sua assistência no papel de guia turístico com frases como “agora vamos ao Pará”, ou “Deja-vu: Techno brega em versão dub!”.

O som da casa estava tão impecável quanto os timbres dos instrumentos, os arranjos deixavam espaço para cada um mostrar o seu talento, e o virtuosismo ficava na dose certa, tendo sempre a canção como ponto central.

Foi um daqueles shows pra aplaudir de pé.




Segundo show da noite - Binário


A única banda local a tocar no evento foi o Binário, e logo após o impecável e empolgante show dos acrianos do Caldo de Piaba. O conjunto não faz apenas música, eles têm um trabalho videográfico com importância central em suas apresentações. Uma formação com muitos músicos, parafernália de cabos e pedais, e ousadia nos timbres constroem uma plasticidade musical com a sucessão de climas que dialoga bem com os vídeos.

Entretanto, a noite trouxe dois imprevistos. Um acidente com o pai de um dos integrantes, momentos antes do show, obrigou a banda a tocar de improviso com uma formação compacta. O outro, muito menos grave, foi técnico.

Logo nas primeiras notas, o sistema de som da casa, até então impecável, começou a falhar, e uma das caixas distorceu os graves, comprometendo o início da apresentação e desconcentrando os músicos. Foram precisas algumas músicas até sanarem o problema e felizmente a banda começou a se sentir em casa, retomando o controle do show.

O Binário deu uma aula de entrosamento, pois conseguiram superar as limitações imprevistas na formação com baixista e guitarrista trocando de papéis algumas vezes por música e dando conta de sintetizadores e outros instrumentos. Em uma das músicas tocaram com maestria uma cítara, aquele instrumento indiano que quem conhece bem de perto, e apesar do glamour desde os Beatles, é de fato uma geringonça desengonçada construída “nas coxas” por dálitis, e que ainda assim tem uma sonoridade penetrante.

Outro destaque foi a música “Vamos andar na praia”, cujo pedido já havia sido gritado por alguém do público e foi a única com voz e letra, ainda que com efeitos suficientes para tornar o vocal um outro instrumento.


A qualidade artística dos vídeos que compunham a atmosfera do show era de altíssimo nível, entretanto, o integrante da banda que controlava o projetor não foi feliz na posição que escolheu para a exibição. Começou acertado no centro do palco, mas por alguma razão que me escapa, precisou mudar de ângulo e projetou as imagens para atrás da mesma maldita caixa que havia começado com problemas técnicos. Resultado: o público que se sentou nas fileiras da direita teve dificuldade de visualizar o trabalho, garantindo alguns torcicolos cariocas para o sábado de manhã.


O Binário é uma banda ousada, com músicas de longa duração e nem todas de fácil assimilação, e que merece uma produção à altura, com requintes que bandas independentes no Brasil não costumam ter à disposição. Apesar do bom trabalho durante o evento, o operador de luz da casa não soube lidar muito bem com a excentricidade artística deles, e o baterista conseguiu resolver a questão pedindo em voz alta o mínimo de luz possível pois “é assim que o público gosta”.


Visualmente, o show foi encerrado com uma animação hilariante do Don Hertzfeldt, que arrancou gargalhadas da platéia. Foi um show bem interessante, com destaque para os climas cinematográficos e experimentações sonoras, e merece ser revisto sem os imprevistos técnicos.