sábado, 13 de março de 2010

Show extra no Rio de Janeiro



Do site do Sebo Baratos da Ribeiro.

"Galera,

Na frente do Teatro Nelson Rodrigues, acabamos de decidir: antes de pegarem um avião às 18:00, a banda CALDO DE PIABA faz um show extra no Sebo Baratos, sábado (dia 13/03) às 15h30.

Vindos do Acre, foram destaque da Mostra Instrumental Contemporânea.

Ouça a banda no página deles no My Space: http://www.myspace.com/caldodepiaba

Dependemos só da divulgação virtual, feita de improviso. Ajude a divulgar!"

quinta-feira, 11 de março de 2010

Caldo no Rio, chegando...

Fala Povo!

Já estamos na cidade maravilhosa, com uma recepção idem pelo pessoal da Ponte Plural, coletivo FDE que nos dá o suporte para tocarmos amanhã na Mostra Instrumental Contemporânea - MIC , no Teatro Nelson Rodrigues da Caixa Cultural (veja a programação!). Na verdade estamos hospedados de frente pra Baía de Guanabara, na praia de São Francisco, Niterói, no apartamento do Daniel e da Lua. Já recebemos a visita do nosso amigo, batera, luthier e empreendedor Fabiano, que toca na banda Os Outros. Ele nos atualizou de seus projetos, e levou a minha caixinha de bronze pra consertar. Juro que é a ultima tentativa de consertar essa bicha...

Capa...


... e recheio!

Logo que desembarcamos no aeroporto Santos Dumont (parece que vai pousar na água!) recebemos uma ligação do pessoal da Agência de Notícias do Acre, e ficamos sabendo que tinha saído uma matéria sobre a MIC, com o Caldo em destaque, na capa do caderno B do Jornal do Brasil. Corremos pra banca e garantimos alguns exemplares! Confira aqui a matéria íntegra. Mais tarde rolou também uma entrevista com o pessoal da Rádio Microfonia, aqui mesmo no apê da Lua e do Daniel. Agora é só descansar pra amanhã...


sábado, 6 de março de 2010

Mostra Instrumental Contemporânea

Do site do Coquetel Molotov.

Mostra revela cena instrumental brasileira em 3 noites

A CAIXA Cultural do Rio de Janeiro apresenta, nos dias 12, 13 e 14 de março, a Mostra Instrumental Contemporânea (MIC) com a presença de seis bandas de diversas cidades brasileiras. Em comum entre elas está a vontade de ousar e desafiar parâmetros musicais, experimentando linguagens e trabalhando tanto ritmos brasileiros quanto universais.

O projeto traz, em três noites, shows gratuitos de bandas que variam do Dub Free Jazz ao Post-Rock-Metal. Como participantes desta primeira edição do evento, a produção convidou os grupos Caldo de Piaba (AC), Binário (RJ), A Banda de Joseph Tourton (PE), Guizado (SP), Fossil (CE) (foto) e Elma (SP). Todos os artistas convidados são considerados promessas da atual cena musical independente no Brasil e tem se destacado com trabalhos autorais autênticos, atraindo um novo público para o fortalecimento da música instrumental nacional.

A Mostra Instrumental Contemporânea, iniciativa do grupo recifense Coquetel Molotov, tem a proposta de ser um evento para mostrar ao público novas vertentes da música instrumental, sem limitar-se aos gêneros musicais comumente vistos. A Mostra procura abrir uma janela para apresentar ao público carioca a diversidade das bandas instrumentais brasileiras da atualidade.

Atrações - Na primeira noite, sexta-feira dia 12, o MIC apresenta show com as bandas “Caldo de Piaba” e “Binário”. Caldo de Piaba é uma banda do Acre, que, em suas misturas musicais, trabalha com carimbó, guitarradas do Pará, Ska e Rock'n'roll. O grupo tem circulado bastante pelos festivais independentes do país e conquistam o público com suas releituras envolventes. A Binário, que já está na batalha há cinco anos no Rio de Janeiro, faz da liberdade estética e da pluralidade de referências de seus integrantes um laboratório de sons e imagens inusitados.

No sábado dia 13, a versatilidade de sons toma conta da CAIXA Cultural com os shows de “Guizado” e “A Banda de Joseph Tourton”. Reconhecidos como uma das revelações do atual cenário musical pernambucano, “A Banda de Joseph Tourton” impressiona pela sua criatividade e ousadia na execução das músicas que possuem influências diversas. “Guizado”, projeto musical do trompetista Gui Mendonça, faz uma mistura psicodélica dub e jazzística com texturas eletrônicas resultando numa música hipnótica para os ouvintes.

O último dia da Mostra Instrumental Contemporânea é dedicado a bandas com uma pegada mais pesada. “Fóssil” e “Elma” sobem ao palco no domingo, dia 14, para encerrar o projeto em grande estilo. Os integrantes do “Fóssil” desenvolvem suas músicas investindo em uma estrutura linear, porém variada, baseada em camadas sonoras sobrepostas. Fazendo Metal sem utilizar os clichês do gênero e criando uma atmosfera punk sem vocal, o “Elma” é pesado e barulhento como uma mistura de Melvins e Pelican.

MOSTRA INSTRUMENTAL CONTEMPORÂNEA
PROGRAMAÇÃO
Sexta-feira, 12 de março, às 19h30: Caldo de Piaba (AC) e Binário (RJ)
Sábado, 13 de março, às 19h30: A Banda de Joseph Tourton (PE) e Guizado (SP)
Domingo, 14 de março, às 19h30: Fossil (CE) e Elma (SP)
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Teatro Nelson Rodrigues
Endereço: Av. República do Chile, 230, Centro (Próximo ao Metrô: Estação Carioca)
Entrada Franca
Capacidade: 388 lugares (sendo 2 para cadeirantes)
Classificação: Livre
Acesso para portadores de necessidades especiais
Mais informações: www.caixa.gov.br/caixacultural


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Diálogo na rodoviária, uma questão fonética.

- Moço, quanto é a passagem de Natal pra Recife?

- Cinquenta e seis reais, mais taxa de embarque, que você paga lá em Natal mesmo.

- Beleza, vê três!

- O nome dos passageiros, por favor.

- Vamo lá: Eduardo Di Deus, mas o "de" é com "i"!

- "De" com "i"?!

- Isso...

[...]

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Caldo da Peste, Piaba no Nordeste em resumo

"Ao contrário do que se imagina, as distâncias entre o Sul e o Norte não são as maiores do Brasil. Por rodovia, Rio Branco e Porto Velho estão mais próximas de Porto Alegre do que de Belém ou qualquer capital do Nordeste. Como não temos linhas retas saindo do Acre direto para o nordeste, foram mais de 56h viajando. Mais de (5.124 + 125+ 632 + 839 + 191 + 191 + 120 + 185) 6.568 km percorridos entre Rio Branco (AC), Maceió, Arapiraca (AL), Salvador (BA), Recife (PE), Campina Grande (PB), João Pessoa (PB) e Natal (RN). 2 aviões. 8 ônibus interestaduais e intermunicipais. Alguns outros de transporte coletivo urbano. 8 camas diferentes. Alguns lavabos e banheiros químicos. Mais de 15 coxinhas de frango. Alguns outros sanduíches. Bloqueador solar fator 30. Mais de 30 garrafas de água mineral. 2000 mil fotografias digitais e mais uns outros tantos vídeos amadores. 50 cds do caldo de piaba espalhados por aí. 41 e uns outros vieram parar no Acre graças a turnê apoiada e patrocinada pelos vários coletivos que compõe o circuito fora do eixo, viabilizando uma banda sair do Acre e mostrar seu trabalho por esse brasilzão adentro." [...]

Esse é o comecinho do resumão de nossa primeira tour pelo Nordeste, feito pela Kaline Rossi (núcleo de comunicação do Catraia), que nos acompanhou durante toda a viagem. Acesse o texto na íntegra no Blog do Catraia. Valeu demais pela força, Ka!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Últimas paradas: João Pessoa e Natal

Os dois últimos shows de nossa tour pelo Nordeste foram nos estados da Paraíba e Rio Grande do Norte. Foi uma esticada na tour, já que por questões de agenda não pudemos tocar nos Grito Rock de ambas as cidades, nem na Chamada Carnavalesca do Rock de Natal. Mesmo com pouco tempo pra divulgação, o Coletivo Mundo e o Do Sol nos receberam em suas casas (de morar), e promoveram 2 ótimos shows em suas belas e aconchegantes casas (de show).

Chegamos a João Pessoa no final da manhã da quinta-feira (também de cinzas) pós carnavalesca. Rayan, do Coletivo Mundo e da Nublado nos recebeu em seu apartamento, em meio aos preparativos pro Grito Rock de lá, que rola essa semana. Foi oportunidade pra Kaline (que foi fundamental na tour, cuidando da banquinha e das comunicações) e eu visitarmos sua avó, que mora na capital paraibana.

Praça Anthenor Navarro; ao fundo, o prédio da Associação Comercial

Espaço Mundo, Praça Anthenor Navarro

Espaço Mundo, Praça Anthenor Navarro

Logo já era hora de irmos pro Espaço Mundo, onde rolaria o show. O espaço é localizado no centro histórico da cidade, na Praça Anthenor Navarro, num bairro que curiosamente tem o mesmo nome do festival aqui do Acre, Varadouro. Fica numa espécie de reduto cultural, onde muita coisa acontece.


Estúdio 24h (João Pessoa-PB)

Antes do show, deu tempo ainda de conhecermo o estúdio 24h, o "estúdio do Burro Morto", banda que também integra a Agência Fora do Eixo. Localizado no prédio da associação comercial da cidade (onde ficam mais 2 estúdios), o 24h tem uma estrutura de primeira, com uma sala de gravação bem grande (com pé direito alto). Investimento foda que fizeram com recursos do projeto pixinguinha. Foi lá que gravaram o primeiro disco cheio, a sair em breve.


O Mundo por dentro


De volta ao Espaço Mundo, rapidamente a estrutura foi montada pro show. O espaço é gerido coletivamente pelo pessoal do Mundo, que se reveza nas múltiplas tarefas: fritar batatas, montar o palco, cuidar do bar etc e tal. O espaço chama a atenção pelo cuidado nos detalhes: as artes nas paredes, os panfletos. Tá nos planos do coletivo alugar o andar de cima, mas parece que o proprietário é reticente em liberar o antigo escritório de uma usina de cana falida a dez anos pra casa ganhar um segundo ambiente.

Montagem do palco

Rayan (banda Nublado e Coletivo Mundo) e as batatas

De volta ao Espaço Mundo, rapidamente a estrutura foi montada pro show. O espaço é gerido coletivamente pelo pessoal do Mundo, que se reveza nas múltiplas tarefas: fritar batatas, montar o palco, cuidar do bar etc e tal. O espaço chama a atenção pelo cuidado nos detalhes: as artes nas paredes, os panfletos. Tá nos planos do coletivo alugar o andar de cima, mas parece que o proprietário é reticente em liberar o antigo escritório de uma usina de cana falida a dez anos pra casa ganhar um segundo ambiente.

No dia do show rolou também a vernisage da exposição Visto na Rua, duma artista francesa chamada Tooza. O trabalho dela é muito interessante: ela faz bricolagens de artes urbanas de diversos lugares do mundo. Grafittis e outras artes urbanas de Marselha, Salvador, Olinda, Paris e de tantos outros lugares se misturam. Seria uma arte "cover"? Pra mim é recriação, transformação, tem o olhar em cima do olhar.

Parte da exposição Visto na Rua

Nosso show foi divertido, leve e bem próximo do público, que recebeu a gente muito bem e interagiu, antes, durante e depois. Conversas interessantes com os frequentadores do Espaço, e com o pessoal de outras bandas. Foi legal conhecer o pessoal d' Os Caronas do Opala, banda que toca "música popular melodramática" dos anos 60 e 70, o brega. Ao final, enquanto conversávamos na Praça Anthenor Navarro, escutávamos um som que vinha de algum estúdio. "É do estúdio do Chico Corrêa (e eletronic band)", explicou alguém.

Na sexta-feira, dia 19/02, logo pela manhã, chegamos 3 minutos atrasados na rodoviária e perdemos o ônibus. "Era pra Natal, é? Saiu faz teeeeempo!", disse a moça da catraca do embarque. Pelo menos deu tempo de comer uma tapioca antes do próximo ônibus. Em natal, super recepção na casa de Ana Morena e Anderson Foca (onde também funciona o estúdio do Do Sol). Por lá também o onipresente Dimmy (que tocou com a gente em Salvador e esteve em Recife no Rec Beat), um dos bateras clonados do Vendo 147. Além de quebrar tudo na batera e ser pioneiro na loucura de uma batera 2 em 1 no Brasil, Dimmy também tem o dom da cozinha: complementou a macarronada de Ana com uma deliciosa Carne de Fumêro, direto do interior da Bahia. É como se fosse um bacon, também feita com carne e porco, mas com quase nada de gordura. Fantástico! Pena que a pimenta baiana que ele serviu num era tão ardida assim. Foi uma prévia pro Rock na Cozinha (é esse mesmo o nome?), um programa em quem ele vai apresentar bandas de todo o país e fazer pratos de suas respectivas regiões. Quero só ver se vai rolar um Caldim de Piaba por aí...

Conversa boa durante toda a tarde na mesma varanda que foi cenário da polêmica entrevista do Pablo Capilé pro blog O Inimigo. Falamos bastante sobre o Do Sol e sua estrutura (casa, estúdio e muito mais), sobre o portal nagulha, sobre o Circuito, e sobre qual era a praia mais próxima, é claro.


O show no Centro Cultural do Sol foi muito aconchegante também. Palco montado no chão, mais próximo das pessoas. Pouco antes do show Foca se desculpava antecipadamente, pois achava que o público poderia ser miado. No entanto, enquanto assistíamos ao documentário do Jimi Hendrix, as pessoas foram chegando. Mais de duzentas, na conta do Foca, que prestigiaram a noite instrumental com Camarones Orquestra Guitarrística (outra banda da agência FDE) e Caldo de Piaba.

Camarones Orquestra Guitarrística

O show Camarones contou com a participação do Dimmy na bateria, antecipando a participação especial que fará na tour da banda pelo Nordeste em março, substituindo temporariamente o Xandi. O do Caldo, pra fechar a tour, teve mais improviso do que nos anteriores.

Béquistaige

Caldo no Sol

No dia seguinte, tempo pra visitar a praia pela última vez. Ana Morena deu carona pra Saulo, Kaline e eu até a praia de Ponta Negra, enquanto Miúda foi procurar discos no Shopping. Foi tempo de encontrar também os 3 irmãos da Kaline que moram em Natal. Um deles, treinador de Judô, me ensinou como se deve apertar a mão de um cunhado. Ainda bem que foi depois de todos os shows terem terminado...

Praia de Ponta Negra

"Picolé caseiiiirôôôô.... Caicóóóóóó!"

As quase 24h de estrada e vôo desde Natal até Rio Branco foram na verdade pouco tempo pra ficha cair de tudo que aconteceu que nesses 15 dias, com 7 shows em 7 cidades. Chegamos em Rio Branco cansados, mas com a sensação de dever cumprido; e com a sensação que estávamos há uns 2 meses na estrada.


Di Deus


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Rock encorpado do Acre

Já estamos na rodoviária de João Pessoa, aguardando o ônibus pra Natal. Enquanto isso, reproduzimos na íntegra reportagem do Diário de Pernambuco:


Rock encorpado do Acre

No Norte do país, a expressão "caldo de piaba" significa algo ralo, aguado, sem conteúdo. O trio acreano que leva esse nome passa longe dessa expressão. Com baixo, guitarra e bateria, a combinação, verdade, é compacta. Mas as conexões com o nome terminam por aí. Saulo Machado (guitarra "e gritos"), Eduardo di Deus (bateria) e Artur Miúdo (baixo) fazem um rock vigoroso, encorpado e cheio de groove. No show que fizeram no Rec-Beat, na última terça-feira, eles tocaram deliciosas versões de I want you (She's so heavy), do Beatles, e No caminho do bem (Tim Maia). Nunca haviam tocado para um público tão grande, mas dominaram o palco, mesmo que, intimamente, não estivessem lá tão confiantes. "Quando eu olhava e via a multidão, eu fechava os olhos de medo", ria o baterista, em entrevista depois do show.



Caldo de Piaba tem conquistado espaço por meio de festivais independentes Foto: Roberto Ramos/DP/D.A Press


Juntos há menos de dois anos, a Caldo de Piaba está conquistando espaço por meio de festivais independentes. Participaram do Varadouro, em Rio Branco mesmo, e do Calango, no Mato Grosso. "Fazemos parte de um coletivode bandas, o Catraia, para fortalecer a cena local e estabeler contato com outros estados por meio do circuito Fora de Eixo. Isso viabiliza a nossa circulação fora do Acre", explica Eduardo.

Por enquanto, o trio nem pensa em deixar o estado do extremo norte. "O Acre é lindo, meu bem", tenta convencer Eduardo. "É um estado de fronteira, com uma cultura rica e um projeto piloto para conter o devastamento da floresta amazônica", explica. Tanto Eduardo quanto Saulo são nascidos no sudeste e migraram para o Acre levados pelos pais, quando eram pequenos. Filho da terra, só Artur. "Queremos circular com a banda, fazer shows, participar de festivais. Mas não pensamos em nos mudar do Acre para conseguir mais divulgação", diz.

Como a viagem do Acre até o Nordeste dura mais de 12 horas de avião, o trio aproveitou o convite do Rec-Beat para fazer uma miniturnê pela região. Já tocaram em Maceió, Arapiraca, Salvador e Campo Grande. Hoje, se apresentam no Espaço Mundo, em João Pessoa. Depois, voltam para o distante e, agora, menos desconhecido Acre.