quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Abertura do Fórum Estadual Setorial da Música


A Semana da Música teve inicio neste domingo, 23, com um show realizado no Mercado Velho, e estende com diversas programações, desde as lúdicas até as voltadas a discussões de políticas públicas para a área.

E hoje começa o Fórum Estadual Setorial de Música, que propõe reunir artistas, produtores, empresários, gestores e demais atores da cultura para discutir o cenário musical no Acre. Esse evento é importante para exposição, avaliação e debate das atuações dentro da cena musical acreana, assim como diálogo com os setores responsáveis pelas políticas públicas voltadas a cultura.

A abertura vai ser no SESC/centro, às 18h30 e o Coletivo Catraia vai participar da Mesa 1 que vai tratar sobre o mercado da música no Acre

A mesa tem por objetivo fazer um breve painel, pela experiência das pessoas e das instituições participantes, da situação atual do mercado da música no Acre, ao mesmo tempo em que busca levantar propostas de ações no sentido de que sejam estabelecidas políticas públicas e ações privadas com vistas à instituição e ao fortalecimento de melhores condições para o mercado da produção musical no Acre.

Entidades:
Cooperativa dos Músicos do Acre - Coopermúsica
Coletivo Catraia
Associação dos músicos e Produtores do Acre - AMUPAC
Representante de Estúdio e Sala de Ensaio
Abrasel


acompanhem a programação da Semana da Música, aqui

terça-feira, 24 de novembro de 2009

São Caetano e a partida

Sexta-feira, 20/11 (São Caetano)

Sexta foi o dia de São Caetano. São Caetano do Sul, no ABC. Dia chuvoso, feriado da Consciência Negra (sim, é feriado em São Paulo capital neste dia!). À noite, partida pra São Caetano do Sul: Caldo, Mini Box e Porcas a postos. O motora da van, aniversariante do dia, nos levou até o ABC com um documentário sobre punk do ABC rolando... No primeiro carreto a van levou o Caldo e o Minibox. Na segunda viagem a galera do Porcas e, claro, Marquito, a carta na manga das bandas da agencia fora do eixo.

Em um curto espaço de tempo já estávamos todos lá no espaço cidadão do mundo, sendo muito bem recebidos pelo pessoal da produção do evento e da casa. O lugar ofereceu para as bandas uma ótima estrutura de back line, e todo o suporte do Pajé, técnico da casa, que junto com o Marquito deixou o som da galera em cima.

Os shows rolaram naturalmente em total clima de celebração entre as bandas, produtores e agregados. Parecia que estava todo mundo em casa. O show do Mini Box foi muito louco, com solos piscicodelicos, performaces frenéticas e a cozinha com um punch impressionante. Aqui uma palhinha da viagem deles:



Pra fechar a noite fora do eixo com chave de ouro Porcas Borboletas fizeram um palco de 3,5 x 4 ficar gigante. Destaque para participação da querida JJ MiniBoxLunar.

JJ (Mini Box Lunar) e Porcas Borboletas

A viagem mostrou pra gente o espírito da Agência Fora do Eixo: união e trampo. As 4 bandas que tocaram juntas, Caldo de Piaba (AC), Mini Box Lunar (AP), Macaco Bong (MT) e Porcas Borboletas (MG) puderam se conhecer melhor e se preparar pra circulação que vem por aí em 2010. Foi um teste com nota 10 pra produção da Agência, que fez com que todos os eventos rolassem com tranquilidade pras bandas, tudo "nos conforme-seja". A gente volta pra Rio Branco com todo o gás, honrados por estar ao lado de bandas tão brilhantes e junto a uma equipe eficiente nos corres da agência.

saulim e dideus

Perdidos na selva e os shows em SP

Quarta-feira, 18/11 (MTV e Fórum da Cultura Digital)

Putz, meu. Puta trânsito na marginal...

Foi quando chegamos de São Carlos a São Paulo. Check-in no hotel Bourbon, na avenida Ibirapuera, chique no úrtimo. Pequeno descanso, já seguimos pra passagem de som. Chegando lá, Alex Antunes nos esperava com a notícia de que a passagem tava interrompida por conta de reclamações com o som.

Findou que não conseguimos passar, pois tinha uma entrevista marcada logo mais tarde. De volta ao hotel, Ney Hugo, do Cubo e do Macaco Bong, nos esperava com Heluana, JJ e Otto do Mini Box Lunar, pra irmos aos estúdios da MTV no Sumaré no carro dos Porcas Borboletas. O que eu não sabia era que teríamos que dirigir. Google maps num rolou, mas informação com o taxista sim... e fomos. Até que achamos fácil o caminho pro Sumaré, onde fica a tv. Lá cada banda respondeu a uma enquete pro Descarga. Tentaremos da próxima vez saber mais sobre os mistérios da Saga do Crepúsculo. E o Saulim promete aprender a estória do Mapinguari direito... Rolou também uma entrevista com as duas bandas pro site da emissora, feita pelo próprio Ney Hugo.

Mais trânsito, engarrafamento, entrada errada à esquerda, mas chegamos em tempo na Cinemateca pro show do Macaco Bong, que abriu a noite. Uma porrada! Show inspirado, com bastante improviso e participação visceral do Jack, percussionista do Porcas, banda que fez em seguida um show muito intenso.


Em seguida foi a nossa vez de subir ao palco. O evento ofereceu um ótima estrutura de backline, som e luz, e contamos com o auxilio formidável do nosso parceiro Marquito na técnica. Tudo pra deixar a gente bem à vontade no palco! Você pode conferir os vídeos das bandas Fora do Eixo tocando no primeiro dia do evento no site do Fórum de Cultura Digital.

Após a apresentação do Caldo vimos um trecho do show do Lucas Santana, e retornamos ao hotel, onde aconteceu uma reunião da Agência Fora do Eixo, com as bandas e envolvidos que estavam por São Paulo na semana. Foi importante pra gente entender melhor nosso papel nessa estória toda, e conhecer de perto alguns parceiros.


Quinta-feira, 19/11 (Play TV e Zé Presidente)

Palco do Zé Presidente

No dia seguinte, mais trampo. Contato com a produção do Mais Massa e Madame Saatan pra agilizar nosso transporte até o Bar Zé Presidente pela manhã, e a tarde fomos gravar um programa na PlayTV, o Combo fala + joga. Pra quem nunca viu, é um programa com entrevistas feitas jogando video game. Engraçado, ó.

No horário marcado a van da tv foi buscar a gente no hotel e seguimos no meio do caos em direção aos estúdios. Impressionante como tem carro! É massa e ao mesmo tempo preocupante ver uma galera lutando pra conseguir espaço como ciclista-trabalhador no trânsito de São Paulo (aquele que usa a bicicleta pra ir ao trabalho), enquanto a prefeitura acha que tá fazendo muito em criar ciclovias... aos DOMINGOS. Ou seja, não cria condições pra quem quer trocar o carro pela bicicleta quando isso é preciso...

Chegando nos estúdios tivemos o prazer de conhecer a simpática Bianca Jhordão, apresentadora do programa e vocalista da Leela. Gentilmente ela nos levou para escolher os jogos que o Caldo jogaria no programa: the sims racing e futebol, claro! O clássico pro evolution dos games.

A entrevista seguiu muito naturalmente, a Bianca deixou a gente super a vontade no estúdio e batemos um papo super descontraído sobre a banda, a cena local, os projetos do caldo, inclusive as viagens do Piaba no Kombão. Uma das melhores e mais informativas entrevistas que o caldo já fez. O programa é gravado e provavelmente será exibido entre dezembro e janeiro. A gente avisa pra todo mundo poder acompanhar junto com a gente.


A noite, quem levou a gente pro show Zé Presidente (afinal, fica na Vila Madalena ou em Pinheiros?) foi o Fernando Montanha, um dos produtores da festa e da galera da banda Sonso Cara muito gente fina que deu todo suporte necessário nesse evento.

Chegando lá já na calçada nos esperando tava outro Zé, o Flávio Jr, que conferiu mais um show do Caldo e trocou uma idéia com a gente lá. Logo na recepção do bar tinha um cachorro, o mesmo da logomarca do espaço, e o montanha nos apresenta: "galera, esse aqui é o Zé Presidente". Isso mesmo, o cachorro é o que dá o nome pra casa. E ele fica circulando nas dependencias enquanto a balada não começa interagindo com a galera, muito massa. A casa é muito simpática, pequena (tanto que a cabine de som e o DJ ficam em cima do palco), mas aconchegante. Ambiente perfeito pra um show mais próximo do público. Um pequeno palco vermelho dava um charme a mais.

Nossos companheiros amazônicos do Madame Saatan chegaram logo em seguida, e botaram toda a infra do som, amplis e batera. Juntos definimos o palco: posicionamento de equipamentos e passagem de som. Aos poucos o público foi chegando e se reunindo no hall da casa. Uma lage fica logo na entrada, de onde se pode acompanhar toda movimentação da rua. Para compor ainda mais a noite massa alguns amigos do Acre que estudam em São Paulo compareceram para celebrar com a gente: Léo, Orlando, Estefano e sua namorada e Dande. Diogo e Anzol completavam a platéia acreana, que tornou o ambiente um pouco mais familiar.

Por volta das 00h30 a gente sobe pra fazer nosso show. Pairava no ar uma energia muito positiva que fez com que a gente se conectasse transformando banda e publico numa coisa só. Fizemos um show curto, porém consistente. Depois do show ficamos impressionado com a conexão que rolou entre os instrumentos e com os improvios que rolaram. Talvez um dos melhores shows do Caldo.

Madame sattan mandaram seu som pesado com melodias e bailados hipinotizentes de Sammliz que dispensam elogios. Com direito a, pela segunda vez, outra conexão amazônica na escolha de música pra fazer versão. Se em São Carlos descobrimos que o Mini Box também toca O Milionário, dos Incríveis, no Zé Presidente o Madame mandou I Want You, dos Beatles. Foi massa!

A grande surpresa foi o "Saulo Duarte e a Unidade", o cara mandou muito bem. Destaque pro Beto Gibs, também batera do Lucas Santana e do Otto. Com influência fortíssima do brega e blues, eles não deixaram ninguém parado com suas canções, muitas falando de amor. A primeira era muito Pia Villa, e a segunda era totalmente Reginaldo Rossi!!!

Na sexta a gente seguiria pra São Caetano com Porcas e Mini Box, grande experiência. No próximo post...

Saulim e Di Deus

domingo, 22 de novembro de 2009

A volta e uma indicação

Já de volta a Rio Branco, a gente ainda tá devendo uma conversa sobre os shows de São Paulo capital e São Caetano do Sul. Vem logo... Mas já dá pra conferir já algumas fotos no nosso FLICKR.

Enquanto isso, a gente aproveita pra indicar um blog bem legal que conhecemos. É o SOM DO NORTE, "um blog dedicado à música dos estados do Norte do Brasil". Vale a pena acessar o link, que leva a uma pequena entrevista feita com Rubens Gomes, da Oficina de Luthieria da Floresta, a OELA. Muitos no Acre conhecem o Rubão, que no começo dos anos 90 tinha um bar aqui em Rio Branco, onde ele sempre tocava seu violão. Nessa entrevista o Rubão conta como foi atender à encomenda de um violão de 13 cordas.

Uma boa noite, e uma boa semana!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

De São Carlos a São Paulo


Uma luz vermelha iluminava o palquinho maluco, que tinha só uma batera desmontada e umas caixas no canto. Bambuzal atrás, com luz verde, ainda não soltava fumaça. “É normal de Universidade Federal ter Bambuzal, é?”, soltou o Miúda. Esse era o cenário na UFSCar assim que a gente chegou por lá na terça-feira, 17/11, umas dez da noite. Bruno Kaiapy do Macaco Bong estava com a gente, tinha se deslocado pra São Carlos especialmente pra cuidar do som deste show. Saulim e eu ajudamos na montagem do som. A equipe da empresa do som era prestativa e logo tava tudo pronto.

Por um tempo discutimos como seria a economia do som: se teríamos 3 ou 4 canais para a batera. No fim, chegamos a um ótimo resultado com apenas 3 canais, sendo um condensador no bumbo e dois overs, um posicionado do lado do tom, meio que espiando de longe a caixa e o chimbal, e o outro posicionado próximo ao ride e o surdo. O som chegou bonito!

Detalhe do posicionamento de um dos mics

O cenário me lembrou muito a época dos showzinhos no minhocão da UnB. Cartazes, frases na parede... No público, claro, o pessoal da UFSCar. Platéia cheia em plena terça-feira, pra lá de meia noite, testemunhando a edição amazônica do palquinho maluco. Passamos o som com O Caminho do Bem, e o show seguiu numa pegada mais forte, com bastante improviso. Apareceu até A do Led, que a gente não tocava há algum tempo.

Caldo de Piaba

Mini Box Lunar

O show do Mini Box Lunar foi impressionante. Show divertido, coeso (mesmo com baixista substituto), e leve. Foi uma descoberta pra gente ver referências comuns entre nossos sons, e perceber as conexões amazônicas. Uma pitadinha do brega aqui, uma levada mais caribenha ali... Até versão da música O Milionário, dos Incríveis rolou no show deles, momento em que Heluana e JJ desceram do palco para bailar. No caldo do Mini Box, Tropicália, Mutantes, Tim Maia (racional também!) e muito mais... Destaque também pra discotecagem do Jovem, do Independência ou Marte. Só as grooves, bregas, amazonias e otras cositas más, na onde do som das bandas.


Depois do show, desmontagem, tudo pra van do Seu Batata (que era baixinho igual ao batatinha do manda-chuva) e, às 4h da madrugada, estrada! A recepção da metrópole não poderia ser diferente: 2 horas de marginal engarrafada, sono intermitente, torcicolo e cansaço. Nada demais. O dia seguiria cheio, aventuras no trânsito, show intenso. Tudo isso no próximo capítulo...

A van, o sono e a rio...

Caldo de Piaba no Seminário do Fórum Internacional da Cultura Digital

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Uma receita e tanto: temperar Mais Massa com Caldo de Piaba.


Do blog do + Massa
(...)

As sonoridades das bandas são diferentes, o que aumenta o interesse pelo evento e reforça a proposta de diálogo do projeto: enquanto o Madame transita pelo metal, fazendo correr as tradições populares do Pará no peso das guitarras, Saulo Duarte e a Unidade correm pelas melodias dançantes e pelas entoações figurativas da canção popular brasileira.

Também vai ser digna de nota a participação mais que especial da banda Caldo de Piaba, do Acre, terra dos Los Porongas. Diz o release dos caras que, segundo a fala popular, “Caldo de Piaba é um caldinho bem ralo, que é bom pra curar a ressaca. Moradores do alto rio Envira, no entanto, afirmam que se trata de uma delicatessen.

Formado no final de 2008, o Caldo é um projeto idealizado por amigos que tem em comum o gosto pela mistura de ritmos e a vontade de experimentar com a música instrumental. Além das composições próprias, são apresentadas releituras de velhas canções populares. Nesse consistente Caldo quem conduz a melodia é a guitarra (como na lambada e na guitarrada paraense) e o teclado (como no blues e em músicas populares brasileiras, o “brega”) que ainda se encontram com a bateria e o baixo inspirados no funk, no ska e no samba-rock. Isso tudo misturado com um toque de psicodelia, com uma certa liberdade de improviso, e com o que mais for surgindo. Esse é o pano de fundo das composições do Caldo de Piaba que vem conquistando seu espaço no cenário da música acreana. Piaba no Kombão


Em um ano de trajetória, a banda já rodou o interior do Acre a bordo de uma Kombi, levando seu show para praças e coretos. Se apresentou também em festivais independentes como o Varadouro e Grito Rock (Rio Branco-AC) e Calango (Cuiabá-MT)

siga o caldo!